Por Francisco Galiza*

Esse é um assunto que tem despertado muita atenção no setor de seguros. E, consequentemente, o lançamento de sucessivos estudos e análises, de diversas fontes. Um bom exemplo é que, no mês passado, a Insurance Europe – entidade que representa as seguradoras européias – divulgou dois informativos sobre o Big Data, tendo como alvo o público em geral. A linguagem é simplificada, mas bem objetiva. O primeiro deles, denominado Q&As on the use of big data in insurance (Perguntas e Respostas sobre o uso do big data em seguros); o segundo, Big data and its big benefits for insurance consumers, (Big Data e seus grandes benefícios para os segurados). Os dois materiais são em inglês.

O primeiro texto responde a cinco questionamentos: O que é Big Data e quais são seus efeitos no mercado de seguros? Quais os benefícios do uso de Big Data para os segurados? Qual o impacto do uso de Big Data no modelo de negócios das seguradoras? O seu uso já está regulado? O que podemos esperar para o futuro?

Já o segundo material cita quatro benefícios diretos que essa tecnologia irá proporcionar para os segurados. Aí vão os aprendizados principais:

    1) Produtos e Serviços mais personalizados. Por exemplo, no seguro de automóvel, as seguradoras poderão receber dados em tempo real sobre o comportamento do motorista, definindo com mais exatidão o prêmio de seguro.

    2) Melhor acesso ao seguro. A análise atuarial irá melhorar, proporcionando a entrada de grupos de alto risco no seguro, anteriormente excluídos, como pessoas com doenças pré-existentes ou que praticam determinado tipo de esportes.

    3) Maior satisfação do cliente. Tal mecanismo irá proporcionar processos mais eficientes e menos onerosos, permitindo que os segurados evitem a necessidade de preencher questionários repetitivos.

    4) Implantar políticas de prevenção. As seguradoras podem usar o big data para aconselhar com mais precisão os consumidores sobre a prevenção de riscos.

Em primeiro lugar, esse material é bastante útil para as próprias seguradoras. Mas, é bom também que as corretoras compreendam o que está acontecendo, para entender melhor essa nova realidade e o que esperar para o futuro.

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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