Por Francisco Galiza*

A tabela abaixo mostra uma comparação de crescimento anual de seguros de pessoas (sem VGBL) e de seguros de ramos elementares desde 2013 no mercado segurador brasileiro. Na última linha, está o crescimento agregado.

Crescimento Receita 13/14 14/15 15/16 16/17 17/18
Pessoas (sem VGBL) 7% 7% 4% 11% 10%
Ramos Elementares 11% 4% 1% 5% 5%
Total do Segmento 9% 5% 2% 7% 6%

Ao analisar os números, podemos chegar em duas conclusões importantes. Primeiro, pela crise econômica vivida no país, as variações em alguns anos não foram boas. Por exemplo, de 2015 para 2016, os seguros de ramos elementares cresceram somente 1%. Para uma inflação de 4%, houve perda real nesse exercício. A queda expressiva no licenciamento de veículos foi o principal fator para tal comportamento. Um segundo aspecto é que, apesar do momento crítico, os seguros de pessoas conseguiram superar, na maior parte do tempo, a taxa de inflação. Por exemplo, 7%, 7%, 4% (igualou a inflação), 11% e 10%.

Essa é uma lembrança importante para o corretor de seguros na hora de definir a sua estratégia de negócios. Outro ponto é que o segmento de seguro de vida no Brasil ainda é muito limitado aos seguros corporativos. Esse é um desafio para o setor. Existem estudos que mostram que nem 10% da população brasileira compraria diretamente esse produto. Ou seja, a penetração do seguro individual no país tem uma boa oportunidade de crescimento para todos os agentes envolvidos nesse mercado.

Para os próximos anos, a economia brasileira já sinaliza alguma recuperação, se houver a concretização de reformas. Esse é um ponto básico. Para 2019, a previsão de crescimento econômico, nesse momento, é de 2% para o ano. Vamos torcer que tal valor se concretize. Outro ponto favorável são os fatores demográficos (as pessoas estão vivendo mais), o que impacta o ramo de benefícios. O surgimento de novos produtos na área de seguros de pessoas, alinhados com as tendências internacionais, aumenta as opções para o consumidor nacional. Por fim, a própria reforma da previdência abre um universo de possibilidades.

São muitos os fatores que apontam para um futuro positivo. Enfim, podemos ser otimistas com relação a esse ramo de negócios.

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

 

 

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