Por Francisco Galiza

Esse é o último artigo do ano. Logo, é o momento de olhar para trás e analisar alguns fatos relevantes que vivemos nesse período.

Em termos microeconômicos, o segmento de seguros continuou o seu desenvolvimento, apesar de ainda haver dificuldades econômicas no país, como as elevadas taxas de desemprego. As coisas não podem ficar paradas. Nesse período, produtos foram lançados, novas ideias foram discutidas. Outro ponto forte foi o investimento cada vez maior em TI, uma tendência mundial na área de seguros. Foram organizados, por exemplo, seminários importantes para discutir tais temas.

Na análise macroeconômica, três pontos se destacam. No início do ano, estimávamos uma taxa de crescimento na área de seguro de pessoas em 11% ao ano. Na verdade, o número deve ser um pouco menor, uns 9%. Em seguros de ramos elementares, a taxa estimada era de 5%, sem grandes alterações até agora. Ou seja, em relação ao início do ano, o número estimado total de crescimento do setor de seguros vai ser levemente menor, mas nada relevante. Ressaltamos que o segmento teve crescimento real em 2018, com valores acima da taxa de inflação.

Com relação às seguradoras, um ponto favorável foi a melhora nas margens de rentabilidade, após dois anos ruins (2016 e 2017). Ainda não é a recuperação das margens do início dessa década, mas já é um fato positivo. Isso traz ânimo a todo o setor.

Já o terceiro ponto se refere às expectativas do setor. Aqui, uma modificação importante. Ao longo do primeiro semestre, esse indicador estava em leve queda, com o mínimo atingindo em junho, com a greve dos caminhoneiros. Naquela ocasião, o humor do segmento de seguros, medido pelo Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), estava bem ruim (abaixo de 90 pontos). Agora, o clima está bem melhor, com otimismo moderado com relação ao próximo governo. Em torno de 115 pontos. Um ponto positivo.

Enfim, fechamos o ano de 2018 com números melhores que os de 2017, mas menos do que esperávamos no início do ano. Podemos brincar e dizer que estamos como o aluno que, em março, esperava passar com nove, mas que, na verdade, vai acabar passando com sete. Uma nota mais baixa, mas ainda melhor do que a do ano letivo anterior.

Concluindo, é importante lembrar que, pelas previsões atuais, a estimativa de crescimento da economia é de 2,5%, um número que, se concretizado, terá efeitos muito positivos no setor de seguros. Tudo indica que, em 2019, vamos passar com nota 10!

 

*Francisco Galiza é sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br), mestre em Economia (FGV), membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência) e professor do MBA-Seguro e Resseguro (Funenseg).

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